SÉRIE PROFETAS E PROFECIAS PARTE 2 – HOMENS DO ESPÍRITO

Espírito Santo e o profeta são inseparavelmente ligados. Profecia divina é sempre o resultado da inspiração do Espírito de Deus, não simplesmente a criatividade independente do espírito humano. O Espírito “vem sobre” um homem para que profetize (Nm 24:2), ou, de um modo mais forte, “cai sobre” ele (Ez 11:5). Alternativamente, a “mão do Senhor” pode vir sobre um homem ( 2 Rs 3:15) e resultar em profecia (Ez 1:3).

O Espírito pode revestir um homem como um véu ou veste (Jz 6:34), expressando-se através dele. Ele pode “repousar” sobre alguém, resultando em profecia (Nm 11:26,29). Esta experiência contínua é citada em outra passagem (Is 61:1), é notada particularmente em relação a Jesus (Jo 1:32,33), e é declarada ser nosso privilégio nele (1 Jo 2:27). Deus pode também “dar” (Nm 11:29) ou “derramar” (Jl 2:28) o seu Espírito em conexão com a liberação de profecia.

 

O profeta, então, não é nada se não for um homem do Espírito, que experimenta e expressa a Deus. Sejam quais forem seus dons intelectuais (e Moisés, Ezequiel e Paulo demonstram grande força intelectual), seu dinamismo é o Espírito de Deus e as raízes da sua vida são lançadas profundamente nele. Que Deus nos conceda profetas. Que a igreja os reconheça e os ouça. Que a igreja absorva o espírito profético e se encha com o testemunho de Jesus (Ap 19:10).

 

SÉRIE PROFETAS E PROFECIAS PARTE 2 – O MINISTÉRIO DO PROFETA

Por Graham Perrins
O profeta é ministério fundamental para a igreja. Isto é verdade historicamente. Os primeiros apóstolos e profetas lançaram a base de tudo que se seguiu. Paulo mostra em Efésios que eles se encaixam ao lado de Jesus, a pedra angular (Ef 2:20). Como mordomos da graça de Deus ministraram a revelação do mistério de Cristo (Ef 3: 1-7). Sua importância na igreja primitiva é clara e subentendida. Mas os profetas também são fundamentais para a vida sucessiva da igreja. Em Efésios 4:1 e 1Coríntios 12:28, Paulo mostra que são essenciais junto com outros ministérios para levar a igreja à maturidade. Consignar o profeta somente para a igreja primitiva é roubar a nossa geração dos dons que Deus ainda anseia nos dar.

 

Cada geração precisa da contribuição do profeta para perceber a mente do Senhor, clarificar os alvos, impulsionar, dar visão, provocar, desafiar. SE abrirmos os braços para o profeta, teremos que dar adeus para o corriqueiro, o estereótipo, o inócuo. Teremos que estar preparados, em lugar disso, para sermos sacudidos e peneirados, para recebermos novas ênfases e novas direções.
Apesar da sua importância, tem-se escrito pouco para encorajar e treinar tal ministério. Há pouco para ajudar-nos a compreender qual seria a sua relevância no contexto do século XX.

O PROFETA HOJE
Por John Maclauchlan
Este livreto foi traduzido de uma série de artigos publicados originalmente nos números 1, 2
e 3 da revista “Proclaim”.
Os direitos autorais pertencem a:
Andrew McFarlane,
113 Springwood
Llandeyrn, Cardiff CF2 6UE

Sem dúvida, há alguns prontos a imitar o chamado profético. O idealista político com seus sonhos de um paraíso humanístico, o estudante radical revirando irrelevâncias teológicas, o pregador moderno fornecendo modas religiosas. Todos esses assumem o manto, mas assenta-lhe mal.
Será que Deus nos deixou sem a palavra encarnada de forma viva e relevante para nós hoje? Não há quem possa trazer o dinamismo da vida do reino para agir sobre as rochas de incredulidade e superstição? Tem-se afirmado que os profetas desmamaram Israel da idolatria. Infelizmente, creio que não se pode dizer o mesmo da igreja. Falta-nos um longo caminho a percorrer.

 

Apesar de tudo, não temos motivo para desânimo. Há uma crescente preocupação para ver este ministério estabelecido entre nós. Vozes estão se levantando. Vozes que conclamam a igreja ao comprometimento total à vontade de Deus, não às tradições dos homens. Vozes que não pregam verdades de segunda mão, mas a palavra que nos levará à maturidade como filhos de Deus. Vozes que apresentam a esperança da igreja e o juízo do mundo com um som definido, proclamando Jesus Cristo ressurreto e prestes a voltar.

 

SÉRIE PROFETAS E PROFECIAS PARTE 2 – A SUA PALAVRA CORRE VELOZMENTE

Por Graham Perrins
A palavra de Deus é potente e dinâmica. Ele o disse e assim foi. Ele falou e os mundos foram formados. O que não era veio à existência. Quando o Senhor proferiu as palavras da sua aliança a Israel, o Monte Sinai estremeceu violentamente e os corações dos homens se derreteram dentro deles. Seu sussurro ecoou qual trovão através do universo. Quando repreendeu nações a terra
estremeceu. Quando uniu a sua voz à dos que bradavam os muros de Jericó ruíram. Não era só o que se dizia, mas quem o dizia. Há uma inevitabilidade inerente na palavra de Deus. Não podia ser de outra forma, e precisamos enfrentar sua realidade.

 

Quando Israel viajava rumo à sua herança, foi-lhes dito que bênçãos ou maldições viriam sobre eles e os alcançariam ( Dt 28:2,15,45). A idéia é que a palavra proferida para o povo de Deus os perseguirá até alcançá-los e dominá-los com o seu conteúdo. A oração de Paulo era que a palavra de Deus se propagasse e fosse glorificada (2 Ts 3:1). Isaías registra a avaliação que o próprio Deus faz da sua palavra: “Assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a designei “ (Is 55:11).

 

Deus tem falado, está falando, e há de falar outra vez. Sua palavra é inexorável e corre velozmente para alcançar os seus objetivos (Sl 147:15 ; 19:4). Quão grandiosa é, e ao mesmo tempo, quão temível! Habacuque relata uma visão que recebeu e a ordem que lhe foi dada a respeito dela: “Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo. Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não falhará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará” (Hc 2:2,3). Estes versículos parecem sugerir que Deus retém algumas palavras, semelhante a um corredor que se restringe na última volta, esperando para liberar toda sua energia e recursos no trecho final. “Estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim” (Dn 12:9). Seu potencial total ainda não foi liberado. Os significados mais profundos não foram revelados. A vontade final de Deus não foi cumprida.

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Estamos nos aproximando da época quando todas as palavras de Deus proferidas à humanidade através da história convergirão num rio poderoso. A sua voz tem o som de muitas águas. Abala o que é abalável. Remove tudo na sua frente. É a palavra de Deus encontrando a sua expressão final. Toda promessa encontrando seu Sim e Amém final em Cristo. Glória! O capítulo 10 de Apocalipse nos leva ao estágio em que o tempo de espera se acabou. Não haverá mais demora. A sétima trombeta soará. O mistério de Deus é consumado. Tudo que ele anunciou aos seus servos os profetas é cumprido.

 

À luz disso, apropriemo-nos do seguinte desafio lançado para João: “Importa que profetizes outra vez”. “Tome essa palavra outra vez – libere-a – deixe-a correr velozmente. Tudo que você ingeriu da minha palavra e da minha visão você terá que profetizar. Você tem que levar essa palavra irresistível à sua geração. Você terá que falar essa palavra de Deus dentro da sua era, deixando-a correr velozmente para apressar os meus propósitos.” A conclusão é inevitável.

 

SÉRIE PROFETAS E PROFECIAS PARTE 2 – ABRAÇANDO A PALAVRA PROFÉTICA

Por W. Grogan
Através da história de Israel e da igreja tem-se notado um fenômeno repetido, evidente em cada geração. Enquanto os que têm visão e percepção proféticas proclamavam os presentes e futuros propósitos de Deus para o seu povo, tem havido uma tendência de ignorar, ressentir-se, ou rejeitar o profeta e a sua mensagem. Até certo ponto essa tendência tem sido atenuada pelo fato das gerações subsequentes geralmente se apressarem em reconhecer os preconceitos e miopias dos seus antecedentes, e terem eles mesmos abraçado as verdades e direção dos profetas anteriores.

 

Entretanto, a conseqüência é que em uma determinada geração qualquer, apenas um remanescente do povo de Deus tem cumprido e provido os seus propósitos. O desejo do coração de Deus é que não só um remanescente responda à palavra profética, mas, que uma geração inteira abrace o espírito profético e torne-se um povo profético no meio da terra. Sem dúvida este é o cumprimento da profecia de Joel citada em Atos 2:17,18. “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão … derramarei do meu Espírito naqueles dias e profetizarão.” Antes da volta do Senhor, tem que haver uma geração final cujos olhos estão abertos para ver os propósitos eternos de Deus e abraçar a palavra profética para a sua época, alcançando assim o que gerações anteriores têm perdido.
No meio do clamor carismático do nosso dia, a igreja precisa reconhecer de maneira nova que ela é edificada sobre o fundamento do ministério apostólico e profético (Ef 2:20).

 

Não é suficiente ser “ativo” nas coisas de Deus; precisamos de visão e revelação proféticas se não quisermos jogar nossa energia fora e descobrir mais tarde que estamos num beco afastado, longe da corrente principal dos propósitos de Deus. O escritor de provérbios diz: “Quando falta a revelação, o povo fica desenfreado” (Pv 29:18, Trad. Das Ed. Paulinas). Se quisermos evitar a confusão que resulta quando cada um segue o seu caminho separado, sem freio da palavra profética, teremos de reconhecer o ministério e autoridade do profeta, tirando tempo parar ouvir o que Deus tem para dizer. Nosso alvo não deve ser a mera sobrevivência espiritual no meio de um mundo expirante mas sermos a geração que introduz o reino de Deus.

 

SÉRIE PROFETAS E PROFECIAS PARTE 2 –ABRAÇANDO A PALAVRA PROFÉTICA

Por Catherine de Hueck Doherty
Profecia é um dos dons do Espírito Santo. Devemos nos aproximar dele como Moisés se aproximou da sarça ardente – sem sapatos, pois o lugar é santo. Como ocorre com todos os dons de Deus ao homem, é Deus quem escolhe tanto o dom como o homem. Há, evidentemente, algumas pessoas que têm mais de um dom, mas estas são muito raras. Os dons de Deus, os dons do Espírito, são pesados, carregados de profundas responsabilidades. Isso é porque nunca foram designados meramente para si mesmo, mas devem sempre ser usados em favor de outros.

 

Qualquer pessoa pode receber o dom de profecia, se Deus assim quiser, mas devemos lembrar que é um dom que vem dele e que nós mesmos nunca o podemos produzir. De todos os dons do Espírito, a profecia é o mais sério. O profeta é como um pedaço de barro nas mãos de Deus. Ele recebeu palavras de Deus para transmitir aos homens!

 

Aqueles que recebem tal dom devem se preparar para serem reduzidos à escória do mundo. Verdadeira profecia não é facilmente aceita pelos homens dos nossos tempos. O homem moderno faz o que quer, quando quer, como quer. Quando encontra uma verdade que não deseja aceitar, ele pode reagir com violência. Sua primeira reação é bater na pessoa que está anunciando a verdade. Ninguém deve considerar o dom de profecia como algo leviano. Devido às milhares de contradições em que os cristãos de hoje são obrigados a viver, é bom que aquele que tem ou pensa ter o dom de profecia ache um orientador espiritual. Não há nenhum caminho mais ilusório do que atribuir a sim mesmo o dom de profecia.

 

O dom de profecia é um dom perigoso. A pessoa é tentada a atribuir a Deus tudo que pronuncia. Nesse caso, evidentemente, ela não será um profeta de Deus, mas um profeta das forças das trevas.
Considere um ser humano que tem as palavras de Deus para passar adiante aos seus semelhantes. Sua língua torna-se uma ponte entre Deus e nós. Ele mesmo se torna quase inexistente por estar tão impregnado de Deus. Considere os profetas antigos. Todos eles tinham medo.

 

Todos clamavam: “Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar, pois sou apenas uma criança. Só sei falar: ‘Ah, ah, ah’.” Não temos penetrado hoje nas imensas profundidades da seriedade desse dom. Não temos compreendido plenamente que Ana realidade é Deus nos compelindo a falar as suas verdades nas nossas línguas modernas. Às vezes tratamos a profecia de maneira muito leviana. Parece que não reconhecemos agonia de um profeta. Na verdade, não há profeta que não tenha experimentado agonia.

 

Profecia é a palavra de Deus dada ao homem a fim de ser comunicada a outros homens. Mas o que é que é a palavra de Deus? A palavra de Deus é Jesus Cristo. O profeta, num modo de falar, torna-se a Palavra de Deus. Que peso, que implicações, que responsabilidades, trazem a Palavra de Deus? Somente os que foram chamados para o verdadeiro dom de profecia podem responder.

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